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Como ser um bom instrutor de Academia em 9 passos?

Bons instrutores buscam aprimoramento constante para fidelizar alunos

Se um gestor pode ser considerado a mente do negócio, o instrutor é visto como o corpo! Além de garantir o sucesso nos treinos dos alunos, é ele quem vai contribuir para a fidelização dos mesmos! Mas, infelizmente, não é raro encontrarmos lugares sem um bom instrutor de Academia. 

Despreparado, acomodado ou ineficaz: muitas são as características que tornam um professor mediano no seu trabalho ou, como em muitos casos do mercado fitness, no seu próprio negócio. Com o tempo, isso faz com que os alunos deixem a Academia e, consequentemente, o faturamento diminua. 

9 dicas para ser um bom instrutor de Academia 

Mas, felizmente, existem diversas estratégias que podem ser usadas para evitar ou até mesmo reverter isso. Tudo bem! Agora, você pode estar pensando que você sempre foi visto como um bom instrutor de Academia, sendo sempre muito bem avaliado.

Porém, por mais que você seja um bom profissional, o objetivo é sempre dar o seu melhor, certo? Então, separamos algumas dicas que, com certeza, irão te convencer a se aprimorar. Afinal, é sempre possível sair do óbvio! Saiba como tornar o seu atendimento excelente em 9 passos!

1. Saúde em primeiro lugar

Vamos começar falando sobre o verdadeiro propósito de um instrutor: promover e zelar pela saúde. Ainda que os alunos busquem por um shape mais definido ou por melhor condicionamento físico, sem os cuidados especiais com a sua saúde nenhum aprimoramento é possível. 

Por isso, o instrutor não deve estimular treinos que possam lesionar o aluno, principalmente na tentativa de atingir resultados milagrosos. É necessário respeitar os seus limites de cada um. Assim, ao treinar uma pessoa, avalie sempre a sua postura em relação à: 

  • Alongamentos 
  • Repetição de séries 
  • Pesos inadequados 

Lembre-se que todos os objetivos que chegam até a Academia são individuais e, por isso, não existe uma única forma de treinar. Corpos são únicos, com capacidades e dificuldades particulares!

2. Os instrutores são um reflexo da Academia

Quer manchar a imagem da Academia rapidamente? Então, seja um instrutor que não pratica aquilo que vende! Cada Academia possui um posicionamento e propósitos bem definidos que devem ser notados também em sua equipe.

Vou explicar: o papel do educador físico é entregar resultados visíveis para os corpos de seus alunos. Mas, como ele pode ser convincente o suficiente se não malha, não tem um shape definido e não atinge novos resultados de treino?

Imagina você marcar uma consulta e, ao chegar no consultório, se deparar com um dentista com os dentes amarelados e tortos. Fica difícil de acreditar na competência desse profissional, não é mesmo? Aqui não queremos ditar que o instrutor tenha um corpo hipertrofiado e extremamente bonito.

É sobre ter saúde, servir como exemplo para os seus alunos e passar credibilidade em seus ensinamentos. Então, se o instrutor não vivencia a rotina de treino, não vai conseguir entender as necessidades e dificuldades de quem treina. E, convenhamos: um bom instrutor, naturalmente, enxerga o exercício como um estilo de vida.

3. Lapide a sua linguagem corporal como um diamante

Além dos feitos diários, a postura do professor também conta! Por lideram com atendimento ao público e os corpos das pessoas, instrutores excepcionais dominam técnicas de linguagem corporal. Conforme uma pesquisa científica feita por Albert Mehrabian, pelo menos 55% da nossa comunicação é corporal. 

Ou seja, na maioria do tempo, nos comunicamos por olhares, trejeitos, tom de voz e expressões faciais. Por isso, é preciso que o instrutor esteja sempre atento às suas posturas, ações e movimentos. Não adianta ser simpático e ter uma ótima oratória se, ao atender um aluno, a sua atitude gera algum mal-entendido.

4. Passaporte para a fidelização: Comunicação Não Violenta

Por mais que a linguagem corporal seja predominante em nosso dia a dia, o que falamos faz muita diferença em nossas relações. Afinal, enquanto a postura de um instrutor pode deixar certas coisas subentendidas, a verbalização tende a não deixar tantas dúvidas!

Muitas vezes podemos agir com as melhores das intenções. Porém, as palavras, junto com o tom de voz, acaba não soando bem para quem está ouvindo. O estudo CNV (Comunicação Não Violenta), de Marshall Rosenberg, diz que o problema muitas vezes não está no que falamos. Mas, como falamos! 

No entanto, a CNV vai além disso! Em seu livro, o especialista e psicólogo cita os 4 pilares da Comunicação Não Violenta e aborda também um conjunto de ideias e técnicas que facilitam a nossa interação com as outras pessoas. Assim, aplicando uma boa CNV, o instrutor evita parecer agressivo, ríspido ou até desinteressado no aluno.

Às vezes, esse tipo de ruído acontecem sem nem ao menos percebermos. Mas, se você souber ouvir, compreender o que o seu aluno quer e ser cordial em suas respostas, aos poucos, você conquistará a sua confiança e o fidelizará como cliente

4. Treinar seus alunos não é o suficiente!

Agora, há um ponto que muitos instrutores não incluem em sua rotina: metas. Sim, infelizmente, uma parte dos professores acreditam que treinar o aluno é o suficiente para o seu desempenho profissional. Mas, qualquer profissional sem meta é como um barco sem direção! 

Então, comece a elaborar estratégias eficientes para o seu crescimento pessoal e, consecutivamente, para o da Academia. Aumentar a fidelização em 5% e ter uma avaliação 10% melhor entre seus alunos são dois bons exemplos de metas. Inclusive, é possível mensurar a satisfação do cliente da Academia pelo método NPS (Net Promoter Score).

Essa métrica, criada por Fred Reichheld, ajuda a medir a satisfação através de escalas que vão de 0 – 10. Assim, após uma entrevista com os alunos, você consegue identificar se ele é um promotor da sua Academia, ou, se é um detratador. 

Mas, na hora de traçar metas, é normal se sentir inseguro. Então, uma forma de não errar a mão é aplicar o método de SMART. Esse é um conjunto de critérios que ajuda a validar metas realmente eficientes para a sua realidade. Veja quais são:

Critérios SMART ajudam a estabelecer metas atingíveis para Academia

5. Quer continuar se aprimorando? Não pare de se questionar!

Você já ouviu falar do efeito Dunning-Kruger? Esse fenômeno, avaliado por dois psicólogos, alega que excelentes profissionais costumam se auto avaliar como ruins, ou, no máximo bons. Por outro lado, os profissionais que são realmente ruins ou medianos acreditam ser excelentes. 

Isso acontece por que bons profissionais são críticos quanto ao seu nível de conhecimento. Mas, os medianos acreditam já saber de tudo! Uma coisa é fato: só se aprimora quem está consciente sobre a sua verdadeira condição intelectual. Instrutores realmente bons e excelentes buscam por feedbacks positivos e negativos, se tornando pessoas críticas com o seu trabalho.

7. Todo mundo está vendendo alguma coisa

Anatomia, equipamentos, fisiologia: sabemos que essa área você domina! Mas, você já dominou técnicas de vendas? Sim, você pode até achar que não, mas essa é uma área extremamente necessária para o seu desenvolvimento. Afinal, o ser humano vende o tempo todo. E, para ter os melhores resultados profissionais, basta que tenhamos conhecimento disso! 

Até porque, o instrutor é a imagem da Academia. Afinal, é ele quem lida diretamente com o cliente. Se o objetivo da sua Academia é reter alunos, como você nunca se perguntou ser um instrumento de vendas? Aprenda sobre técnicas de venda e de persuasão e ficará surpreso com os seus próximos resultados! 

Bom Instrutor de academia dando suporte enquanto aluna treina
O instrutor também vende a ideia central da Academia: saúde e estilo de vida

8. Ame o seu trabalho!

Você pode ser esforçado, disciplinado e até mesmo muito inteligente. Mas, nada disso irá adiantar se não vestir a camisa da Academia e amar a sua função! Afinal, é o amor pelo exercício é o que te motiva, te tirando da cama para uma jornada de trabalho tão intensa, concorda?

Mas, fora isso, é essa motivação que dará a energia necessária para os seus alunos, facilitando assim as suas buscas por resultados. Se mostre sempre uma pessoa entregue, motivada e cheia de energia! 

9. Um profissional confiante muda tudo

Por fim, mas não menos importante: aja de forma confiante! É evidente que apenas amar a profissão não basta. Um bom instrutor precisa ter inteligência emocional e isso envolve contar com habilidades como: 

  • Boa comunicação
  • Motivação
  • Paciência 
  • Respeito 
  • Simpatia 

Mas, a confiança em seu trabalho pode ser definitiva para o seu exercício e fidelização de alunos. Insegurança, timidez e rispidez só confirmam o despreparo para estar à frente do atendimento e passar ensinamentos para outras pessoas. 

Seja um bom instrutor e ainda tenha tempo livre! 

Gostou das dicas de como ser um bom instrutor de Academia? Saiba que seguindo esses passos com certeza você estará perto da excelência. Mas, ainda assim é possível otimizar as suas tarefas operacionais e deixar o seu atendimento ainda mais eficaz! Como? Através de um sistema de gestão para Academias, Estúdios e Box. 

Sabia que com o Next Fit é possível atualizar digitalmente avaliações físicas e prescrever treinos em 3 minutos? Com essa solução, o trabalho do instrutor fica mais fácil e acaba sobrando tempo no seu dia para investir no seu aprimoramento! Então, conheça outros benefícios Next Fit.

Douglas Waltricke
Douglas Waltricke
CEO no Next Fit. Há 10 anos no segmentos fitness, especializado em marketing e vendas.
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